Dreams and Doubts

Ahhh Mudanças...

Primeiro, gostaria de esclarecer que não é que estou perdendo o foco do blog, que seria para conhecer um pouco mais sobre meu destino – Londres. É que realmente estou passando por um momento um tanto quanto conturbado esse ano, e por isso, aqui é um espaço em que também posso desabafar, uma vez que essas preocupações e dúvidas, refletem diretamente nos meus planos.

“Dreams and doubts”, pufff… Na verdade é apenas “doubts”! Dúvidas, dúvidas e dúvidas! Infelizmente, ou, felizmente, não sei ao certo responder, estou passando por mudanças no meu trabalho. De certa forma, é hipócrita da minha parte ficar preocupado com isso, afinal, sempre aprendi na faculdade que mudanças são necessárias, são constantes, e são, na maioria das vezes, para melhor. Mas, como disse, na faculdade… Não estou contestando que a teoria esteja errada, pelo contrário, tomo ela como um arauto de esperança, porém, não escondo que na prática todos nós temos receios e medos das mudanças.

"Pedrinhas no caminho..."

“Você não tem com o que se preocupar” foi me garantido várias vezes… Entãoooo, para de ficar se preocupando, certo? Errado! Para mim, não é algo tão simples assim. “Dreams” estão em jogo.

Além disso, o post anterior continua me assombrando hehehehe… Eu PRECISO entregar logo essa monografia e tirar essa preocupação da minha cabeça. Hoje tenho orientação com meu orientador. A minha pesquisa está indo bem, mas a da outra pessoa que está fazendo, vai consumir ainda uns dias e o meu feriado de 7 de setembro.

Aiaiai... com frequência me sinto assim!

Para compensar meu “desânimo momentâneo”,  ainda tenho dois trabalhos da Pós-Graduação da USC para entregar. E confesso, esse mês gastei um pouco, o que de certa forma já vai prejudicar, poquinha coisa, a minha poupança pró Londres (é gente, guardar dinheiro e fazer regime é algo que precisa de muita determinação hehehehe)…

Ahhh enfim, precisava colocar isso para fora, essa angústia. Eu joguei a culpa o tempo todo no mês de Agosto, que para muitos, é o mês do desgosto, ou o “mês do chachorro louco”. Porém, devo admitir que também não fiz muita coisa para me animar. Mas também ressalvo que muitas coisas “não tão boas” aconteceram esse mês, né?

Só espero conseguir realinhar meus planos e meu caminho, e contar com a ajuda de Deus para me animar e me deixar mais confiante. E que venha Setembroooo, e que seja melhor do que Agosto =)

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No Time

Confesso que demorei para vir escrever esse post, pois realmente estava sem tempo…

Correria diária e rotineira...

Minha vida está agora um pouco tumultuada, mas acredito que toda essa correria irá valer a pena, pois grande parte dessa minha falta de tempo é justamente para viabilizar cada vez mais a minha viagem. Um dos meus grandes desejos enfim foi realizado, mas não é ainda a visita a Londres hehehehe. Agora sou professor, e admito, acho que nasci para isso. Me encontrei nessa nova profissão, e é algo tão natural, tão gostoso, que só sinto o peso dessa responsabilidade quando não estou lecionando. Estou com 4 turmas na Microlins de Agudos – Operador de Caixa, Contabilidade, Escrita Fiscal e Departamento Pessoa. Estou adorando estar toda segunda, terça e quarta-feira a frente de uma turma passando tudo aquilo que está ao meu alcance, só espero que eles estejam gostando das minhas aulas hehehehe =)

Professor =)

Então, como em qualquer emprego, eu tenho uma contraprestação. E como também continuo firme e forte, porém passando por mudanças, no Colégio Espaço, boa parte do meu salário já vai para a poupança pró Londres.

Mas não é só isso que está consumindo meu tempo. Estou em meio a finalização da minha pós-graduação em Gestão de Pessoas na FAAG, e com isso, minha monografia está me consumindo. Além disso, estou fazendo a monografia de uma outra pessoa, porém não posso dizer o nome desta porque não é certo academicamente comprar um trabalho deste. Porém, eu não vejo problemas em fazer, além de eu adquirir mais conteúdo, eu também vou ganhar mais um dinheiro que não está no meu orçamento, e que também irá direto para minha poupança.

As vezes fico assim...

Isso, que aqui não contabilizei o Inglês na Cultura Inglesa de terça e quinta, a pós da USC em Comunicação nas Organização aos sábados e o Rotaract aos domingos. Ou seja, agora é possível ver o quanto estou apurado. Com isso, fica dificil eu sentar e me dedicar a pesquisar outros lugares londrinos para publicar no blog, porém, isso não quer dizer que estou desistindo do projeto, afinal, ele faz parte da minha viagem. Então, estou apenas definindo que, por hora, o blog ficará assim, pouco alimentado… Já faz mais de 1 mês desde o meu último post, e só agora, em plena aula de Sociologia das Práticas de Comunicação na USC que estou atualizando ele.

Livros e mais livros...

Espero, muito em breve, após 4 de setembro que é a data limite para o protocolo da monografia da FAAG, estar de volta com frequência e dedicação ao meu blog. Mas sei que depois que eu voltar de Londres e ler isso aqui, fará total sentido o cansaço físico e psicológico do momento. Comprometer todos os meus horários dessa maneira, na verdade, é também necessário para tornar as expectativas desse blog real!

Ahhh, uma observação, “já” tenho R$ 350,00 guardado… Não é muita coisa, mas ja é um começo né? Acredito que até o final desse ano, esse valor estará um pouco maior hehehehe! Lembrando que esse, é o valor do fundo pró Londres, ou seja, intocável até a viagem hehehehe!

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Westminster Cathedral

Catedral de Westminster

Londres é uma cidade com muitos locais e construções históricas como praças, museus, palácios, sedes governamentais, monumentos e igrejas. E eu, como um bom católico, não poderia deixar de pesquisar uma igreja da minha religião para assistir ao menos uma missa em Londres (mesmo talvez não entendendo perfeitamente em inglês ainda), até porque todo domingo costumo estar presente na missa da Matriz São Paulo Apóstolo aqui da minha cidade.

Além disso, como comentei há algum tempo atrás no post sobre o Big Ben, antes de visitar a grande Torre do Relógio eu visitaria outros dois lugares mais importantes, e um deles é a Catedral de Westminster. Tudo em minha vida eu coloco nas mãos de Deus, portanto, quero agradecer em Londres, mais especificamente nessa igreja, a conquista de mais esse sonho. Confesso duas coisas também, primeiro – está sendo super útil para mim a criação desse blog, pois estou aprendendo muitas coisas sobre Londres, cujas quais eu não sabia anteriormente. Segundo – uma das coisas que eu não sabia, e ao pesquisar constatei, é que a Catedral de São Paulo (St Paul’s Cathedral) não pertence a Igreja Católica, mas a Igreja Anglicana, assim como a Abadia de Westminster, cuja qual eu já sabia ser a mais importante do anglicanismo.

A principio, antes de obter essas informações, minha prioridade seria agradecer essa viagem na Catedral de São Paulo, afinal, até achei coincidência eu freqüentar em Agudos a Matriz São Paulo Apóstolo e agradecer posteriormente essa conquista na Catedral de São Paulo. Porém, expresso aqui uma opinião particular: independente da Catedral de São Paulo ou a Abadia de Westminster serem da Igreja Anglicana, sua construção bem como sua concepção/consagração foram para seus santos padroeiros, São Paulo e São Pedro respectivamente. Portanto, por mais que a vontade dos homens da época rompeu a Igreja da Inglaterra da Igreja de Roma, esses templos, para mim, continuam a ter o mesmo espírito desses ilustres santos, os quais celebramos no último domingo dia 04 de Julho (Festa de São Pedro e São Paulo), ambos considerados os pilares da Igreja Católica.

Assim sendo, irei agradecer em ambas as igrejas a minha viagem até lá, mas essencialmente, irei assistir ao menos uma ou duas missas na Catedral de Westminster.

Nave da Catedral

A Catedral de Westminster ou Catedral Metropolitana do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo é a Igreja sede e Matriz da Arquidiocese de Westminster, considerada a maior Igreja Católica Romana na Inglaterra e no País de Gales.

Don Vincent Gerard Nichols

Atualmente o Bispo da Arquidiocese de Westminster é Dom Vincent Gerard Nichols, que mantém a história de 160 dessa Arquidiocese erigida em 1850 a partir do Vicariato Apostólico da Inglaterra, cujas origens remontam a 1622.

Toda a municipalidade norte do Rio Tâmisa, Staines e Sunbury-on-Thames e Herfordshire que conduz ao norte de Londres, compreendem a Arquidiocese de Westminster. A Catedral está situada a Victoria Street, bem próxima a Abadia de Westminster.

Sua história data de alguns séculos após o Ato de Supremacia pelo qual o Rei Henrique VIII aprovou a separação da Igreja da Inglaterra da de Roma. No final do século XIX, a hierarquia da Igreja Católica havia sido restaurada na Inglaterra e Escócia e mais precisamente em 1850, o Cardeal Wiseman tornou-se o primeiro arcebispo de Westminster. É de sua autoria a primeira soma substancial de dinheiro levantada para a construção de uma nova catedral, cujo terreno foi adquirido em 1884 pelo seu sucessor, Cardeal Manning.

Vista lateral/traseira da Catedral de Westminster

O início da construção teve falhas sob as mãos de Henry Clutton em 1867 e Barão Von Herstel 1892, ambos arquitetos. O projeto só saiu do papel mesmo em 1895 sob o terceiro arcebispo Cardeal Vaughan com Jon Francis Bentley como arquiteto. Em 1903 a Catedral de Westminster enfim foi inaugurada, pouco tempo depois da morte de Bentley. Infelizmente, por razões econômicas, a decoração interior mal havia começado e muito ainda permanece incompleto até hoje. Um pouco mais tarde, em 28 de junho de 1910, foi feita a cerimônia de consagração da catedral.

Arco frontal externo com detalhes em mosaico

Sua arquitetura Neo-bizantina é facilmente distinguível. Os principais destaques externos são o grande campanário, a torre de São Eduardo, de 273 pés de altura (com 284 pés ao topo da cruz) e a Fronte Leste com seus pilares e arcos delicadamente balanceados.

Seu interior é belíssimo, com muitos detalhes em mármore, decorações com mosaicos e detalhes em ouro. Em seu interior contém capelas para o Santíssimo Sacramento, Nossa Senhora, São Gregório e Agostinho e Santas Almas do Purgatório.

Altar

A nave é a mais ampla dentre as igrejas inglesas. O Santuário está a 4,5 pés acima do nível da nave, permitindo assim uma visão ininterrupta do altar principal que possui um rico crucifixo pendurado sobre o arco do santuário com 30 pés de comprimento. De um lado há a figura de Cristo; do outro, voltada para o altar, a imagem de Nossa Senhora da Piedade. O trono arcepiscopal ou cátedra é baseado no trono papal da basílica de São João de Latrão em Roma (considerada a “mãe” de todas as igrejas do mundo por conter o trono papal).

Belíssimo mosaico de Nossa Senhora

Apesar de sua curta história, quando comparada com outras catedrais inglesas, a Catedral de Westminster tem uma tradição de coral distinta e considerada um dos melhores do tipo no mundo. O Coro da Catedral (masculino) canta nas missas catedralícias assim como no Ofício Divino, tendo sua especialização no Canto Gregoriano.

Coral da Catedral de Westminster

Diferentemente de muitas catedrais inglesas, essa catedral não possui uma área separada para o coro. Ao invés disso, o coro fica escondido da vista no abside atrás do altar. Isso, somado à excelente acústica do edifício, contribui para sua sonoridade distinta.

Martin Baker (Mestre Musical)

Essa excelência musical tem origem na visão compartilhada do Cardeal Vaughan, fundador da catedral, e de Sir Richard Runciman Terry, seu mestre de música inaugural. As tradições musicais da catedral foram confirmadas por sucessivos mestres de música distintos. Entre os titulares, incluem-se George Malcolm, cujos sopranos inovaram um brilhante tom “continental” – “vozes como lâminas”, para citar um auditor; Colin Mawby, Stephen Cleobury, David Hill e James O’Donnell. Desde 2000, o posto tem sido ocupado por Martin Baker. Acredita-se que a catedral de Westminster é a única catedral católica no mundo a apresentar missas cantadas diárias.

Na galeria ocidental da igreja, encontra-se o grande órgão de quatro teclados manuais e 81 registros. Construído por Henry Willis III entre 1922 e 1932, continua sendo um dos mais bem sucedidos e admirados órgãos da Inglaterra, ocupando uma posição de maior comando do que muitos órgãos de catedrais britânicas.

Santa Missa na Catedral

Algumas autoridades notórias já passaram pela catedral. Em 28 de maio de 1982, no primeiro dia dos seis de sua visita ao Reino Unido, o papa João Paulo II celebrou uma missa na catedral. Em 1995, a convite do cardeal Basil Hume, a catedral foi visitada por Elizabeth II, rainha da Inglaterra, a primeira visita de um monarca reinante do Reino Unido a uma liturgia católica em centenas de anos.

Enfim, para os católicos uma visita a Catedral de Westminster sem dúvida deve ser uma experiência incrível. Assistir a uma missa regada a tradicionalíssimos cantos gregorianos deve tocar a sensibilidade religiosa e de fé de qualquer um, afinal, se tudo podemos, é graças à Aquele que nos fortalece e nos permite viver com saúde, felicidade, amor e paz cada dia de nossas vidas.

Clique aqui para visitar o eebsite da Catedral de Westminster.

Mapa de Londres

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London Eye

London Eye - Inverno

Considerada a melhor atração da Europa, não há um turista sequer na Inglaterra que deixe de visitar esse magnífico e exuberante ponto turístico. A British Airways London Eye (nome original), com seus 135 metros de altura, é sem dúvida um dos locais indispensáveis no roteiro de visitas a Londres. Conhecida também como Millennium Wheel (Roda do Milênio), a London Eye é uma roda gigante de observação criada em comemoração ao novo milênio. Através de suas 32 amplas cabines que comportam até 25 pessoas cada, é possível visualizar durante o “vôo” (como assim é chamado o passeio), aproximadamente 55 atrações e pontos turísticos de Londres durante os 30 minutos necessário para uma volta completa, a uma velocidade de 0.26 metros por segundo. Sua vista é tão ampla que em dias de sol, os quais são raros em Londres, é possível ver o Castelo de Windsor e o Aeroporto de Heathrow a 40 km de distância aproximadamente.

London Eye - Pôr do Sol

Apesar de toda sua magnitude e fama, a London Eye era um projeto temporário que passou por problemas desde sua concepção, construção até a inauguração.

No início da década de 90, tendo já em vista o novo milênio, vários projetos estavam sendo apresentados para marcar essa passagem. Na época, o jornal The Sunday Times em conjunto com a Architecture Foundation decidiu iniciar uma competição para a escolha de uma nova estrutura/projeto para a cidade. Os arquitetos David Marks e Julia Barfield (foto a cima à esquerda) tiveram a idéia de criar uma gigantesca roda-gigante que permitisse uma visão de 360º de Londres a partir de cabines de vidro que comportassem várias pessoas de uma vez só. O projeto era totalmente inovador e desafiador, além disso, era, na época do projeto e após sua inauguração, a maior roda-gigante do mundo.Passado algum tempo, o jornal The Sunday Times resolveu cancelar a competição, mas David e Julia não desistiram do projeto. Criaram a empresa Marks Barfield e com o apoio do tablóide londrino Evening Standard tentaram buscar ajudas de custo para o projeto. Quando tudo parecia ter sido em vão, a companhia aérea British Airways apareceu e decidiu custear a construção do projeto.

Julia Barfield e David Marks

A margem sul do Tâmisa próximo ao Palácio de Westminster foi o local escolhido para sua instalação, porém o distrito de Lambeth permitiu que ela ficasse ali por apenas 5 anos, tendo de ser desmontada ou removida dali após esse período. O problema era como levar tamanha estrutura até ali sendo Londres uma cidade com ruas relativamente estreitas e movimentadas. Sendo assim, decidiu-se montar a roda-gigante no próprio local de instalação.

Apesar de ser uma arquitetura Londrina, a London Eye é considerada como um projeto europeu, uma vez que a maioria de suas peças foram importadas de países como Holanda, República Tcheca, França, Itália e Alemanha.

London Eye vista da Torre Vitória (Palácio de Westminster)

Em Setembro de 1999 sua estrutura estava pronta para ser erguida, porém um dos cabos de sustentação se rompeu, adiando em 1 mês e 10 dias até que ficasse “em pé”. As cabines chegaram logo em seguida e após 16 meses de construção a data de inauguração foi marcada: 31 de Dezembro de 1999.

Reveillon Londrino

Tudo estava pronto para o primeiro passeio com a presença do Primeiro Ministro Britânico Tony Blair, porém uma das cabines não passou nos testes de segurança, adiando em mais 1 mês sua abertura a visitação. Mas isso não a impediu de girar, e nos últimos minutos do dia 31 de Dezembro de 1999 Tony Blair acionou o botão que permitiu o início de sua rotação, dando boas vindas ao novo milênio e ao mais novo ponto turístico londrino. Lógico que tal espetáculo contou com uma enorme queima de fogos. A partir dessa data, a London Eye se tornou palco dos Reveillons Londrinos conforme podemos ver no video abaixo, um espetáculo que une o antigo e conservador (Big Ben e suas badaladas) com o moderno e tecnológico (London Eye, suas luzes e show pirotécnico).

Cabine da London Eye

Em 1º de Fevereiro de 2000, o público finalmente teve a chance de entrar na London Eye, que logo em seguida se tornou uma das maiores atrações londrinas e de toda a Europa. Visto sua fama, o distrito de Lambeth concedeu licença permanente a atração. Em 2006 houveram especulações que a South Bank Centre, proprietária do terreno onde a roda-gigante se encontra, queria aumentar exponencialmente o valor do aluguel, porém a British Airways fez um acordo de repasses anuais de pelo menos £500,000.00, através de um contrato válido por 25 anos.

Em 2008 a British Airways parou de patrocinar a atração que hoje é de propriedade da Merlim Entertainment Group, um dos maiores grupos de entretenimento de toda a Europa, que inclusive administra o famoso Museu de Cera de Madame Tussauds.

London EyeA London Eye tem capacidade de atender até 15.000 visitantes por dia. Além dos “vôos” tradicionais, é possível comprar vôo sem fila de acesso com ou sem uma taça de champagne (algumas libras apenas de variação). É possível até reservar uma cápsula só para você! O único problema de comprar com antecedência marcando a hora é que você tem de contar com a boa vontade de São Pedro, ou arriscar fazer o passeio com tempo fechado. No website da empresa é possível comprar os ingressos antecipados com 10% de desconto.A London Eye não é mais a maior roda-gigante do mundo. Atualmente, a maior é a Singapore Flyer inaugurada 11 de fevereiro de 2008 em Singapura na China, porém, o fato de não ser mais a maior do mundo não diminui em nada sua elegância. Em minha opinião, a magnífica vista para a bela cidade de Londres é o diferencial da London Eye, e afinal, cá entre nós, Londres é Londres, e isso basta.

Mapa de Londres

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Westminster Abbey

Abadia de Westminster

A Abadia de Westminster é um dos principais locais históricos de Londres e de toda Inglaterra. Suas paredes, colunas, tetos e vitrais guardam inúmeros fatos da história britânica. É considerada a Igreja mais importante de Londres e, algumas vezes, de toda a Inglaterra. Sua fama se constituiu, principalmente, por diversas vezes ter sido palco de cerimônias reais de casamento, coroação e funeral.

Ao contemplar tão grandiosa beleza, não devemos nos esquecer de sua história. O primeiro local de culto, onde hoje está construída a abadia, foi em 616, após um pescador ter tido uma visão de São Pedro. Mais tarde, em 970 foi fundado ali mesmo um local para Monges Beneditinos, mas somente entre os anos de 1045 e 1050 que a abadia propriamente dita foi construída pelo Rei Eduardo, o Confessor, que ali foi enterrado logo após a sua morte. Em 1065 finalmente a abadia foi consagrada à São Pedro, mais precisamente em 28 de dezembro daquele ano.

Lateral da Abadia de Westminster

Durante os reinados seguintes, a abadia foi passando por reformas e mudanças, como as feitas pelo Rei Henrique III, que a deixou com um estilo mais Gótico Anglo-Francês, obras essas que terminaram apenas no reinado de Ricardo II. Ou ainda a inclusão de uma capela dedicada à Abençoada Virgem Maria, durante o reinado de Henrique VII.

Em 1534, o Rei Henrique VIII aprovou o Ato de Supremacia, pelo qual separava a Igreja da Inglaterra da Igreja Católica. Muitos afirmam que o divórcio de sua primeira esposa, Catarina de Aragão, foi o fator culminante para a separação da Igreja da Inglaterra com a Igreja Católica, uma vez que o Papa da época, Clemente VII, não aceitou seus argumentos para o divórcio. Porém, o crédito dessa separação não se dá a Henrique VIII, visto que há muito tempo já havia um desejo no âmbito Inglês de independência à subordinação de Roma. A partir desse momento, a Igreja da Inglaterra também ficou conhecida como Igreja Anglicana, que em seu cerne é Cristã, mas se difere em vários aspectos da Igreja Católica Apostólica Romana.

Vitral da Abadia de Westminster

Durante o reinado da católica Maria I, a abadia foi devolvida aos Beneditinos que voltaram a ser expulsos durante o reinado de Isabel I. Esta transformou-a na Colegiada de São Pedro, diretamente dependente da Coroa e não do Bispado, sendo assim uma Royal Peculiar. Um Royal Peculiar (ou Royal Peculier) é um local de culto que está diretamente sob a jurisdição do monarca britânico, em vez de uma diocese.

As duas torres frontais da abadia foram erguidas entre 1722 e 1745 e projetadas por Nicholas Hawksmoor. Já os sinos da abadia foram renovados em 1971. O campanário atualmente é composto de 10 sinos confeccionados pela Whitechapel Bell Foundry, porém ainda existem ali dois sinos de serviço feitos por Robert Mot em 1585 e 1598 respectivamente.

Estátuas na lateral da Abadia

Como explicado anteriormente, sua fama se dá principalmente por ter sido e ser ainda hoje, palco de inúmeras cerimônias reais. As de coroação de Monarcas do Reino Unido passaram a ser realizadas no interior da abadia desde a coroação de Haroldo II (exceto Eduardo V e Eduardo VIII que não tiveram cerimônia de coroação). Tradicionalmente, o monarca coroado se assenta no Trono de Eduardo, o Confessor e quem preside a cerimônia é o Arcebispo da Cantuária.

Além das coroações e casamentos, a abadia guarda o túmulo de vários membros da realeza britânica, sendo que o último enterrado ali foi o Rei Jorge II em 1760. Depois dessa data, os demais membros reais estão todos sendo enterrados no famoso Castelo de Windsor. Encontra-se também sepultados ali, grandes personalidades britânicas como Alexander Pope, Sir Isaac Newton, e Charles Darwin entre outros.

Túmulo de Alexander Pope

Túmulo de Sir Isaac Newton

Localizada no coração histórico de Londres, ao lado das famosas Casas do Parlamento e do Big Ben às margens do Rio Tamisa, a Abadia de Westminster é com certeza para obrigatória para quem vai a Londres, uma vez que ali se encerra parte da grandiosa história britânica.

Mapa de Londres

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The Palace of Westminster

O Palácio de Westminster

Com certeza um dos palácios mais belos e populares de toda a Grã Bretanha, e na minha humilde opinião, um dos mais bonitos do mundo. O Palácio de Westminster, também conhecido como Casas do Parlamento (em inglês Houses of Parliament), é a sede do parlamento britânico. O parlamento é composto por duas câmaras: a Câmara dos Comuns que é formada por deputados eleitos por voto direto e a Câmara dos Lordes, composta por representantes da nobreza e do clero com títulos vitalícios e hereditários, além de personalidades da vida pública nomeados pelo chefe do governo sob o título de Lorde ou Lady.

Visto do lado de fora - Westminster Hall

Atualmente o edifício possui mais de 1.000 salas, 100 escadas e 5km de corredores, caracterizando-o como um dos maiores parlamentos do mundo. A maior parte da construção data do século XIX, porém suas primeiras construções tiveram inicio em 1042 durante o reinado de Eduardo, o Confessor. Entre suas estruturas originais, encontra-se o Westminster Hall, usado para cerimônias públicas e a Torre da Jóia (Jewel Tower).

Torre Vitória

A maior parte da sua construção data do século XIX devido ao incêndio de 1834 que exigiu um grande projeto para a reforma/construção do Palácio de Westminster como hoje é conhecido. Sir Charles Barry e seu assistente Augustus Welby Pugin tiveram o seu projeto escolhido para arquitetar uma construção em estilo Gótico. A primeira pedra foi colocada em 1840. A Câmara dos Lordes ficou pronta em 1847 e a Câmara dos Comuns em 1852. O projeto, entre vários propósitos, também contava com a construção de diversas torres.

A Torre Vitória, com 98 metros de altura situada no extremo sudoeste do palácio, recebe o nome da soberana rainha reinante na época da reconstrução do palácio. A torre abriga os arquivos parlamentares e possui um mastro em seu topo para hastear a Royal Standard (se o soberano estiver no palácio) ou a Union Flag. Na base da Torre Vitória fica a Entrada do Soberano para o Palácio. O monarca usa esta porta para entrar no Palácio de Westminster para o Estado de Parlamento Aberto ou para quaisquer outras cerimônias oficiais.

Royal Standard

Union Flag

Sob o meio do palácio fica a menor das três principais torres, a de Santo Estevão com 91 metros de altura, também conhecida como Torre Central. Originalmente, a torre, que diferentemente das outras possui um pináculo, foi projetada para providenciar a entrada de ar em grande quantidade ao interior do palácio, por isso sua localização é exatamente em cima do Salão Central. Além disso, a torre possui uma forma octogonal, o que também a difere das demais.

Existe também uma torre menor posicionada na frente do palácio, entre o Westminster Hall e o Old Palace Yard (Antigo Pátio do Palácio) que contém em sua base a entrada principal para a Câmara dos Comuns, conhecida como a Entrada de Santo Estevão.

Torre do Relógio - Big Ben

Já ao extremo noroeste do palácio, encontra-se a famosa Torre do Relógio, popularmente conhecida como Big Ben, cuja história encontra-se nesse post, já publicado aqui no blog.

Existem vários pequenos jardins em volta do Palácio de Westminster. Os Jardins da Torre Vitória estão abertos como parque público juntamente com a margem do Tamisa a Sul do palácio. Os Jardins de Black Rod (Bastão Negro – assim nomeados devido a um posto de oficial do Parlamento, o Cavaleiro que Conduz o Bastão Negro) estão fechados ao público e sãousados como entrada privada. O Velho Pátio do Palácio (Old Palace Yard), em frente do edifício, é pavimentado com blocos de betão de segurança. O Verde de Cromwell (Cromwell Green – também em frente do Palácio e encerrado em 2006 para a construção de um novo centro

Jardins da Torre Vitória

de visitantes), o Novo Pátio do Palácio (New Palace Yard) (no lado Norte) e o Verde do Orador (Speaker’s Green) (diretamente a Norte do Palácio) são todos privados e estão fechados ao público. O Verde do Colégio (College Green), oposto à Câmara dos Lordes, é um pequeno jardim triangular usado para entrevistas televisivas com os políticos.

O Palácio de Westminster possui um forte esquema de segurança. As visitações em seu interior são muito limitadas, principalmente a estrangeiros. Existem políticas e meios de se conhecer o local, mas são burocráticos. O indicado para qualquer cidadão britânico ou estrangeiro, é visitar o local durante a Abertura de Verão, que são os dois meses em que o parlamento entra em recesso, o que facilita a permissão para visitação, porém recomenda-se que marque a visita com antecedência.

A noite Palácio de Westminster iluminado

O exterior do Palácio de Westminster – especialmente a Torre do Relógio – é uma das atrações turísticas mais visitadas em Lodres. A UNESCO classificou o Palácio de Westminster, juntamente com a vizinha Abadia de Westminster e a Igreja de Santa Margarida, como Patrimônio Mundial. O Palácio também está listado com o Grau I dos edifícios históricos do Reino Unido. Com certeza, admirar por horas tão belo local, será um prazer inigualável.

Mapa de Londres

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Big Ben

Torre do Relógio (Tower Clock) ou Big Ben

Para a maioria das pessoas, esse monumento é o principal cartão postal londrino mundialmente conhecido como Big Ben. Porém, o que talvez muita gente não saiba é que o nome Big Ben originalmente foi designado para o principal dos vários sinos que estão no interior da torre. O sino, fundido por George Mears em 1858, mede quase 3 metros e pesa 13,5 toneladas. Já o conjunto arquitetônico de 96 metros de altura, com destaque para o relógio, é chamado de Tower Clock (Torre do Relógio).

O relógio começou a marcar as horas pela primeira vez em 31 de Maio de 1859, mas o sino soou suas primeiras badaladas em 11 de Julho daquele ano.

O Big Ben (como é chamado popularmente), não faz parte da construção original do Palácio de Westminster. No dia 16 de Outubro de 1834, a maior parte do palácio foi destruido por um incêndio. Após esse fato, teve inicio um curto período marcado por grandes discussões acerca da reconstrução do Palácio.

Charles Barry - Arquiteto

Em 1836, durante a gestão de Sir Benjamin Hall como Ministro de Obras Públicas da Inglaterra, depois de estudar 97 propostas rivais, a Comissão Real escolheu os planos do arquiteto Charles Barry (foto a esquerda) para um palácio em estilo gótico. Entre as suas propostas, encontrava-se a ideia da construção de uma torre no extremo noroeste do palácio que abrigaria um suntuoso relógio, conhecido como o “Grande Relógio de Westminster” (Great Clock of Westminster).

Edmund Beckett Denison - Advogado e Relojoeiro

O relógio foi projetado pelo advogado e relojoeiro Edmund Beckett Denison (foto a direita), que diversas vezes entrou em atritos públicos com Charles Barry por atrasos e despesas orçamentarias no projeto. Em cada um dos quatro lados da torre fica uma face do grande relógio. A torre também contém cinco sinos, os quais constituem um carrilhão que emite uma melodia, conhecida como “Westminster Chimes”, a cada quarto de hora. A construção da Tower Clock teve seu inicio em 1840 e foi finalizada em 1859.

A gigantesca máquina que faz funcionar o relógio é, até hoje, de corda. Para que tudo siga funcionando bem, hoje são três pessoas que cuidam da exatidão do relógio da torre de Westminster, entre elas Paul Robertson, atual relojoeiro do Big Ben. Três dias por semana – segunda, quarta e sexta-feira – eles se encarregam de dar corda na gigantesca maquinaria que o movimenta.

Big Ben em Westminster

Esse ano o Big Ben comemora os seus 151 anos de existência. Um dos mais belos espetáculos que se pode presenciar junto a esse monumento acontece durante o reveillon londrino. Apesar dos fogos de artifício estarem, em sua maioria, concentrados na grande roda gigante às margens do Rio Tâmisa, a London Eye, é para o grande relógio que todos olham e aguardam ansiosamente as badaladas que irão brindar o novo ano.

Reveillon Londrino

Não importa o que vá fazer em Londres, se for a sua primeira vez, é inevitável não parar ao menos alguns minutos para admirar tão belo monumento. Eu ao menos farei isso assim que chegar, mas antes, tenho outros dois lugares mais prioritários para visitar, porém isso, é assunto para os próximos posts.

A partir de hoje, ao término de cada post sobre Monumentos e Atrações, irei postar o Mapa Turístico de Londres (foto abaixo), onde irei marcar com um circulo verde o local referente ao post, e um “check” vermelho nos locais já apresentados aqui no blog. Dessa maneira pretendo passar por todas essas atrações e outras mais que não constam no mapa, conhecendo assim, detalhadamente, cada um desses lindos lugares que em breve pretendo visitar. (Obs: clique na foto para ampliar o mapa).

Mapa de Londres

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